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Glauber Rocha

Não é preciso uma Viena do século XVIII, nem uma Itália do século XVI, menos ainda uma Atenas antes de Cristo para se construir um gênio. Esses tipos inesperados, visionários e quase sempre incompreendidos, podem surgir nos lugares menos prováveis e nas épocas mais diversas, em todo o tempo, embora escapem muitas vezes a nossos olhares tão viciados.

Aqui por esses nossos sertões, sem grandes prenúncios ou alardes, pelos já distantes anos 30 nos vinha Glauber de Andrade Rocha; figuraria desde seu nascimento até a morte em caminhos vastos, construídos de curvas, desvios e recuos que parecem confusos, mas precisam com exatidão a biografia dos grandes.

A origem católica de sua família encaminhara-o à educação na capital da Bahia, em internato presbiteriano, onde então disciplina e rigor fizeram-no destaque entre as apresentações artísticas, escrevendo precocemente textos de teatro e mesmo chegando a atuar em caráter amador.

No entanto, não seria o palco o seu lugar preferido. Já aos treze anos, contribuía como crítico de cinema, no programa “Close-up”, da Rádio sociedade da Bahia, revelando seu Gosto e capacidade pela arte que o imortalizaria. Daí por diante, passaria a ser pioneiro em quase tudo que contribuiu para a construção da ideia e da concretude do que chamamos de cinema brasileiro. Essa arte do olhar, que parecia ser sempre criação dos outros, em que parecíamos está condenados a espectadores, revolveram desde cedo o gênio de Glauber, que acreditou em nossas possibilidades do fazer cinema. Já nos anos 50, Glauber, Calasans Neto, Sante Scaldaferri, Luis Paulino, Zé Telles, Fernando da Rocha Peres, Fred Castro, entre outros, fundam a Cooperativa Cinematográfica Yemanjá; Como palavra de ordem, pixam nos muros da cidade: “você acredita em cinema na Bahia !”.

Os anos 60 seriam emblemáticos na história política de nosso país, anunciando a obscuridade de uma ditadura que ainda se prolongaria por mais de 20 anos e que colocou em xeque a liberdade de expressão no país, mas tornaria profícua a explosão da criatividade e da utilização da arte em seus meandros incontroláveis como instrumento fundamental de resistência. Glauber, junto a Cacá Diegues, Rui Guerra e tantos outros, acreditou quando todas as possibilidades iam em contrário, que era sim possível fazer cinema e revelar o Brasil através de seus filmes. Criou a maior expressão de nosso fazer cinema, o Cinema Novo, que ainda hoje ecoa pelo mundo inteiro como traço de nossa identidade cultural e inspira jovens pelo Brasil a fora à perspectiva artística e política de usar a câmera como instrumento de manifesto além do mero entretenimento.

É em nome da memória artística de Glauber Rocha, é pelo reconhecimento de sua genialidade, é pelo orgulho de o termos como conterrâneo, que o Colégio Sacramentinas, em seu respeito por essa terra,  vem neste ano, evocar sua memória para premiar nossos alunos, a quem propusemos revelar sua genialidade através de suas tantas ideias na cabeça e suas câmeras de todos os tipos em mãos, em mais uma premiação de produção de curtas-metragens Glauber Rocha, como parte do projeto pedagógico de 2016: Assim Caminha a Humanidade.

VII Prêmio Glauber Rocha

O Colégio Nossa Senhora de Fátima – Sacramentinas promove VII Prêmio Glauber Rocha, em que alunos da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio desenvolveram filmes de no máximo 5 minutos.

Os vídeos irão concorrer nas categorias melhor trilha sonora, melhor roteiro, melhor documentário, melhor fotografia, melhor direção, melhor filme, melhor atuação, melhor figurino, melhor edição e o Prêmio Votação Internet, em que sua escolha irá decidir o vencedor. Assista agora aos vídeos e depois vote no melhor.

1ª Série A

1ª Série B

1ª Série C

1ª Série D

1ª Série E

2ª Série A

2ª Série B

2ª Série C

2ª Série D

2ª Série E

Votação do Prêmio Melhor Filme – Voto Popular

Votação Encerrada!