Nome comum: Onça parda

Nome Científico: Puma concolor ou Felis concolor

Classe: Mammalia

Família: Felídeos

Ordem: Carnívoros

Também chamado de Puma, Jaguaruna, Suçuarana, Leão Americano e Leão de Montanha, por seu aspecto semelhante ao de um leão africano, embora não tenha juba. É um felino capaz de viver tanto na montanha como no deserto, na floresta, no pântano ou no bosque.

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É um predador solitário. Os contatos e as possíveis lutas entre pumas (ou onça parda) são muito raros. Felino de 0,75 m de altura, 1,20 m de comprimento e 0,60 m de cauda. Um macho adulto pode pesar até 50 kg. Tem a cabeça arredondada e pequena, o corpo esbelto, pescoço grosso, olhos grandes e vasta bigodeira. Nas patas da frente, cinco dedos; nas de trás, só quatro.

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A onça parda é carnívora, ataca e trucida indiscriminadamente ovelhas, cabras, emas e lebres da Patagônia. Embora não ataque o homem, causa grandes prejuízos aos fazendeiros, degolando seu gado. É facilmente localizável principalmente à noite, nos galinheiros e currais das fazendas. Caça veados, capivaras, porcos-do-mato e outros mamíferos. É muito ágil, hábil e consegue matar também aves e macacos nas árvores.

Sua gestação dura por volta de 95 dias, e tem de 3 a 4 filhotes por vez. Os filhotes nascem pintados, estas manchas ficam até seis meses. Os filhotes mamam por doze semanas ou mais, mas já começam a comer carne com um mês e meio.

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Amazônia Legal – Também chamada de Amazônia Brasileira, foi instituída pela lei nº 1.806/1953, durante o Governo Vargas. A partir de então, os estados do Mato Grosso, Tocantins (na época Goiás) e metade do Maranhão (até o meridiano de 44º) foram incorporados à região, não necessariamente nesta ocasião, mas a legislação permitiu que posteriormente isso fosse feito. Com a definição, o governo pretendia levar desenvolvimento à região.

Amazônia Internacional – Engloba nove países: Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. Isso equivale a 7 milhões de quilômetros quadrados da América do Sul. Mais de 60% dessa área está no Brasil. “Na Amazônia, em termos de biogeografia temos cerrados, campos, terra firme, alagados, cidades, metrópoles, vilas, pequenas comunidades e nove idiomas”, garante Sousa.

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O conceito de Amazônia Legal foi instituído pelo governo brasileiro como forma de planejar e promover o desenvolvimento social e econômico dos estados da região amazônica, que historicamente compartilham os mesmos desafios econômicos, políticos e sociais. Baseados em análises estruturais e conjunturais, seus limites territoriais tem um viés sociopolítico e não geográfico, isto é, não são definidos pelo bioma Amazônia – que ocupa cerca de 49% do território nacional e se estende também pelo território de oito países vizinhos -, mas pelas necessidades de desenvolvimento identificadas na região.

A Amazônia Legal é uma área de 5.217.423 km², que corresponde a 61% do território brasileiro. Além de abrigar todo o bioma Amazônia brasileiro, ainda contém 20% do bioma Cerrado e parte do Pantanal mato grossense Ela engloba a totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Estado do Maranhão. Apesar de sua grande extensão territorial, a região tem apenas 21.056.532 habitantes, ou seja, 12,4% da população nacional e a menor densidade demográfica do país (cerca de 4 habitantes por km²). Nos nove estados residem 55,9% da população indígena brasileira, cerca de 250 mil pessoas, segundo a FUNASA.

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Nela também está a Bacia Amazônica, a maior bacia hidrográfica do mundo, com cerca de um quinto do volume total de água doce do planeta. Por abranger 3 biomas, exibe a elevada biodiversidade dos mesmos. Na Amazônia são aproximadamente 40 mil espécies de plantas e mais de 400 de mamíferos. Os pássaros somam quase 1.300, e os insetos chegam a milhões. Os rios amazônicos guardam outras 3 mil espécies de peixes.

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Saga da Amazônia

“Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor da sua terra,
a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos”.

(François Silvestre)

Quando o músico paraibano Vital Farias começou a escrever sua arrebatadora Saga da Amazônia, datava de 1979; somente três anos depois ele concluiria a obra. Antes de gravá-la em LP, Vital Farias, esse menestrel da Natureza, conta que encontrou o seringueiro e ativista Chico Mendes em um congresso e apresentou-lhe sua Saga. Chico Mendes ficou extasiado com o contexto geral da obra, sua grandeza artística e política, sua crítica visionária e emotividade catártica. O famoso seringueiro não voltou para sua terra sem que Vital Farias lhe presenteasse com uma gravação em K7 da música Saga da Amazônia; Chico achou válido realizar cópias da  fita K7 e distribuí-las a diversas tribos indígenas e comunidades ribeirinhas no Acre e transformou a música num verdadeiro libelo internacional em defesa dos Povos da Floresta.

Saga da Amazônia, escrita há mais de 30 anos, é, sem sombra de dúvida, uma obra musical visionária: tentou (e ainda tenta) alertar a sociedade para os perigos do desmatamento na Amazônia de ontem e de hoje, convidando a “gente de valor” para lutar pela preservação da Floresta.

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A tartaruga da Amazônia, ou melhor, a espécie Podocnemis expansa, é uma das mais incríveis da região norte do nosso Brasil. O animal quelônio, que só vive em águas doces, habita unicamente o Norte de nosso mapa, especialmente no Rio Amazonas e seus demais afluentes. Porém, no resto da America Latina, também podemos encontrar a espécie na Venezuela, Colômbia e nas Guianas.

Apesar de seu nome ser ‘tartaruga’ da Amazônia , a verdade é que esse animal é um cágado: até porque o termo ‘tartaruga’ é utilizado unicamente para designar as espécies de quelônios marinhos. Além disso, a tartaruga da Amazônia também pode ser conhecida como tartaruga verdadeira.

tartaruga da amazonia

Uma característica bem marcante dessa espécie é a cabeça, sendo ela bem achatada e pequenininha. Nela estão localizados os olhos, a boca e as narinas (que ficam em frente à região superior do focinho). Já a carapaça do animal, por sua vez, conta com um formato mais oval, apresentando as seguintes cores: marfim, preto ou alaranjado. Além disso, algumas tartarugas também apresentam manchas mais escuras nessa região do corpo.

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Na noite de 23 de junho de 2017, os lideres noruegueses divulgaram a noticia de que a Noruega cortaria pela metade os repasses ao Brasil para a preservação da floresta Amazônica. A crise ambiental é mais uma e não pode ser desprezada. No mínimo, porque põe o Brasil num lugar extremamente desconfortável diante da opinião internacional. Em entrevista ao correspondente Jamil Chade, do Estadão, o ministro do meio ambiente da Noruega, Vidal Helgeser disse, de maneira bem educada, que dar dinheiro a uma nação com tantos políticos corruptos pode ser complicado. E é importante dizer que tirar o apoio financeiro do Fundo Amazônia significa pôr em risco vários projetos que têm dado certo. Entre eles, o do Instituto de Mamirauá. criado em 1999 que apoia e desenvolve pesquisas científicas sobre biodiversidade, manejo e conservação dos recursos naturais da Amazônia. Ficam também comprometidas as pesquisas sobre desmatamento organizadas pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), através das quais se sabe exatamente onde as árvores estão sendo cortadas ilegalmente.

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Presidente da República, Michel Temer durante encontro com o Presidente do Parlamento da Noruega, Olemic Thommessen.

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O boto-cor-de-rosa é uma espécie ameaçada de extinção Além de ilegal, imoral e cruel, a caça tem afetado drasticamente as populações dos botos da Amazônia. Há registros de caçadores, especializados em botos, que matam mais de 20 animais, por expedição, para serem comercializados com ribeirinhos.

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Esses golfinhos estão sendo mortos para servirem de isca na pesca de um bagre carniceiro, localmente conhecido por Piracatinga ou Urubú-d’água; mas, são vendidos com o nome falso de douradinha, no Brasil, e capaz, na Colômbia; enganando os consumidores. Toneladas de Piracatinga são capturadas anualmente com carne de Boto e o volume desse pescado no mercado brasileiro vem aumentando exponencialmente, nos últimos anos. O Boto-vermelho ou Boto cor-de-rosa (Inia geoffrensis) é o maior golfinho de água doce do Planeta, pode viver até 50 anos, mas as taxas reprodutivas baixas, o longo período de cuidado parental, aliada a ameaça sem trégua dos caçadores/pescadores ilegais, têm fragilizado a espécie.

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Parente próximo dos golfinhos marinhos, o Boto é protagonista do folclore regional e um animal totalmente adaptado à Amazônia, sendo elo fundamental da cadeia alimentar da bacia Amazônica e seus rios colossais.

Mantida a pesca da Piracatinga, estima-se que mais de 2.500 Botos serão mortos em um ano, em algumas regiões da Amazônia, e a espécie poderá desaparecer em um futuro muito próximo.

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A complexidade da pesca amazônica é muito alta. O predomínio de procedimentos artesanais na detecção dos cardumes e nas operações de captura é refletido na variedade de apetrechos e estratégias de pesca. Ao mesmo tempo, fatores ambientais e mercadológicos propiciam oferta e demanda para uma elevada diversidade de espécies, incomum em pescarias comerciais. Um fator adicional de complexidade na pesca dessa região são os diferentes tipos de usuários dos recursos pesqueiros, com diferentes estratégias de pesca e diferentes comportamentos frente aos recursos e ao ambiente.

Resultado de imagem para pesca da amazoniaCoexistem seis modalidades de pesca na bacia amazônica: uma pesca predominantemente de subsistência, praticada por grupos familiares, pequenas comunidades, subestruturas étnicas e outras estruturas de pequeno porte que buscam a sobrevivência física (1); uma pescaria comercial multiespecífica, destinada ao abastecimento dos centros urbanos regionais e praticada, em geral, por pescadores residentes nesses centros (2); uma pescaria comercial monoespecífica, voltada para a exportação e dirigida principalmente à captura de bagres como a piramutaba Brachyplatystoma vailantii e o surubim Pseudoplatystoma filamentosum(3); uma pesca em reservatórios, resultante da construção de grandes represas para geração de energia elétrica, como Tucuruí e Balbina, que vem sendo desenvolvida por uma nova categoria de pescadores denominados “barrageiros” (4); uma pesca esportiva, que tem como espécie alvo o tucunaré Cichla sp. e vem sendo praticada principalmente em rios de águas pretas; e, uma pescaria de espécies ornamentais destinadas, principalmente, à exportação e realizada predominantemente no rio Negro e em seus afluentes (5).

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Índios da Amazônia

Grande parte dos índios brasileiros vive hoje na Amazônia. De acordo com o Censo 2010 do IBGE, vivem na Amazônia cerca de 306 mil indígenas, sendo que a maioria vive na zona rural. Embora muitas tribos de índios da Amazônia possuam contato com a cultura externa, elas ainda mantém os principais aspectos de vida dos seus antepassados. Vivem da caça, pesca, extrativismo vegetal e agricultura.

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Uma das principais figuras nas tribos é o pajé. Espécie de curandeiro, ele é também o sábio que conhece a cultura do povo e a transmite oralmente para os mais novos. É ele quem domina o contato com o mundo espiritual e faz os rituais religiosos, principalmente de cura.

Embora grande parte dos povos indígenas da Amazônia tenha suas terras demarcadas e protegidas por lei, eles ainda sofrem com a presença de garimpos na região, construção de hidrelétricas e rodovias e o avanço da agropecuária de grande porte.

Resultado de imagem para comunidade indigena pajéAlgumas tribos indígenas que vivem na Amazônia não possuem qualquer contato com outras tribos ou culturas. Estes povos vivem da mesma forma que seus antepassados de séculos atrás. Como não possuem contatos externos, não sabem o que há e o que se passa no mundo. Vivem da caça, pesca, coleta de vegetais e agricultura de subsistência.

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A floresta amazônica é um ecossistema autossustentável, que se mantém com seus próprios nutrientes em um ciclo permanente. São matas de terra firme, florestas inundadas, várzeas, igapós, campos abertos e cerrados que abrigam uma infinidade de espécies, como 1,5 milhão de vegetais catalogados, três mil espécies de peixes, 950 tipos de pássaros, além de milhões de outros animais, como insetos, répteis, anfíbios e mamíferos. No meio desses tantos, alguns estão fadados a serem esquisitos. Apesar do desmatamento terrível ao que a floresta está submetida, ainda podemos observar nela animais diferentes como o Jupará.

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Jupará é um mamífero arborícola noturno da mesma família dos quatis e guaxinins. Tem a pele dourada e uma cauda que pode agarrar galhos. Come principalmente frutas e insetos, usando sua língua de 12 centímetros de comprimento para agarrá-los, e também para lamber o néctar das flores. Possui cerca de 60 cm de comprimento, e chega a pesar 3 kg. Também é conhecido como quincaju (do inglês Kinkajou) ou urso de mel.

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