A Floresta das Esmeraldas (1985)

O filme conta a história, inspirada em fatos reais, de um engenheiro americano (Powers Boothe) que se muda com a família para Belém do Pará, para trabalhar na construção de uma grande hidrelétrica, mas cujo filho, de apenas sete anos, é raptado por indígenas e desaparece no meio da floresta. Pelos próximos dez anos, o engenheiro continua a trabalhar na obra, sem nunca desistir de procurar pelo filho. Em uma dessas expedições, ele finalmente encontra o menino, que agora já se transformou num homem e, para sua surpresa, está plenamente integrado à tribo indígena e não tem nenhum interesse em voltar para a civilização.

O diretor John Boorman confere um tom leve e de aventura ao longa e o resultado é um filme despretensioso e agradável como aqueles que passavam antigamente na Sessão da Tarde, que ainda consegue apresentar uma pertinente mensagem ecológica sem soar demagogo. Com uma bela fotografia e uma trilha sonora instrumental que reforçam as paisagens e o caráter místico da floresta, o filme se destaca ao conferir realismo às encenações de diversos rituais xamânicos e pelo uso de dialetos nativos em grande parte da projeção (nada de indígenas falando inglês com sotaque). Destaque também para a atriz Dira Paes naquele que é o seu primeiro papel da carreira, com apenas 16 anos, interpretando a índia Kachiri.

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A maniçoba é uma espécie de feijoada paraense em que folhas de mandioca  conhecidas pelo nome de maniva, são usadas no lugar do feijão.  Depois de lavada, a maniva é moída e cozida em água abundante por dias até perder o ácido cianídrico presente nas folhas.
Depois de adicionar um pedaço de paio, um pé de porco, uma costelinha, surge a maniçoba. A iguaria costuma vir acompanhada de arroz branco, farinha de mandioca, e molho de tucupi com pimenta-de-cheiro. Dos pratos mais apreciados da culinária paraense, a maniçoba ocupa o segundo lugar.
O aspecto estranhíssimo – todo aquele folharal verde-negro onde bóiam peças nobres de carne bovina faz com que os turistas olhem desconfiados, mas quando provam, a maioria gosta muito do sabor exótico originado da culinária indígena.

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Receita:

Ingredientes

Maniçoba:

  • 2kg de maniva pré-cozida por 7 dias
  • 500g de bacon
  • 300g de linguiça calabresa
  • 300g de linguiça paio
  • 500g de lombo de porco salgado
  • 10 folhas de louro
  • 2 cebolas grande picadas
  • 6 dentes de alho grande
  • Pimenta cominho a gosto
  • 1/2 xícara (chá) de pimenta-de-cheiro
  • Pimenta cheirosa a gosto
  • 300ml de tucupi
  • 1kg de farinha de mandioca (do Pará)
  • 1kg de arroz branco
  • Sal para o arroz a gosto

Modo de preparo

  1. Coloque a maniva pré-cozida em uma panela grande com água até cobrir e deixe levantar fervura.
  2. Corte todos os salgados (paio, costelinha, lombo, linguiça calabresa e bacon) e coloque na panela de pressão por 30 a 40 minutos.
  3. Faça um refogado com cebola, alho, pimenta cheirosa, bacon e deixe dourar.
  4. Depois que saírem da panela de pressão, acrescente todas as carnes nesse refogado, coloque o cominho, mexa bem e deixe terminar de amaciar os salgados.
  5. Depois de cozinhar bem jogue os salgados dentro da panela com a maniva.
  6. Deixe cozinhar para a maniva envolver totalmente os salgados.
  7. Amasse a pimenta-de-cheiro em um pilão e faça um molho acrescentando o tucupi. Sirva com arroz branco e farinha de mandioca.Resultado de imagem para maniçoba receita
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Realizada anualmente (no mês de setembro) o Festival Folclórico de Sairé é uma das maiores manifestações Folclóricas da Amazônia. Promovida há cerca de 300 anos pela comunidade de Alter do Chão, em Santarém (PA), o evento ganha adeptos em diversificadas regiões do País.

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Atualmente, a disputa entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa é a primeira imagem que vem à cabeça quando se pensa na Festa do Sairé, que se realiza anualmente no distrito de Alter do Chão, em Santarém, Pará.   Não se sabe ao certo a origem do Sairé. Alguns dizem que seria o modo como os índios Borari, nativos da região, narravam a chegada e a permanência dos portugueses por lá. Outros dizem que os jesuítas o teriam inventado para ajudar na doutrinação dos indígenas. De toda forma, o que se conclui é que o Sairé é fruto do contato entre religiosos e nativos e, portanto, marcado por referências indígenas.

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A celebração, na sua forma mais tradicional, guarda práticas cerimoniais do período colonial, mantidas pelos responsáveis pela organização da festa. O rito religioso envolve cortejo, ladainhas, mastros, música e dança. Durante a procissão a Saraipora, geralmente uma pessoa mais velha, leva o símbolo do Sairé (um escudo em semicírculo com três cruzes da Santíssima Trindade), acompanhada por foliões (rezadores) e rufadores (que tocam e cantam). Na beira do rio, dois mastros, um dos homens e outro das mulheres, são apanhados para serem levantados na praça. A derrubada do mastro, encerrando a festividade, é marcada pela ingestão de tarubá e dança.

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Jacaré-açu

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Conhecido por jacaré-preto, caimão-preto, jacaré-aruará ou jacaré-gigante, o açu (palavra que significa “grande”) é o maioral entre os répteis sul-americanos. Tanto que chega a atingir 6 metros de comprimento e pesar até 300 quilos.

Poderoso como ele só, tem um focinho grande e placas ósseas na barriga. Quando nada, faz um movimento ondulante com a cauda. Pode viver entre 80 e 100 anos. Vale dizer: seus olhos e narinas são bem salientes, o que além de um ar assustador confere a ele a possibilidade de ficar semisubmerso na água.

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Diferentemente de outros animais da família – que tem quatro gêneros (Alligator, Caiman, Melanosuchus e Paleosuchus) –, hoje é muito raro encontrá-lo na natureza, pois está ameaçado de extinção, principalmente pela caça indiscriminada por causa da pele. Soma-se isso, também são mortos por fazendeiros que acreditam que eles são uma ameaça às pessoas e às suas criações e em razão da própria carne, muito apreciada por moradores da região amazônica.

Nome Científico:Melanosuchus niger
Família: Alligatoridae
Ordem: Crocodylia
Distribuição: Amazônia.
Habitat: Os rios, igarapés e lagos da bacia amazônica são os territórios onde esta espécie vive
Alimentação: Carnívoro, pode-se dizer que se alimenta de quase todos os animais da floresta. A dieta inclui peixes, aves, mamíferos e até piranhas.
Reprodução: O acasalamento é na água, mas os ovos são postos em um ninho construído na beira de rios e lagos. Em média são de 40 a 50 ovos, uma vez por ano. Depois de um mês de incubação, eles eclodem. Os filhotes nascem, em geral, com 30 centímetros.
Conservação: Ameaçado de extinção.

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Dançar faz bem para o corpo, mas também traz outros benefícios para os seres humanos.

Dançar faz bem porque…

  • Ajuda você a fazer novos amigos
    É uma oportunidade de se unir a outras pessoas em prol de um objetivo comum.
  • Combate o estresse
    O exercício diminui a tensão e relaxa a musculatura.
  • Controla a ansiedade
    Além de estimular a concentração, a dança acalma e tranquiliza.
  • Melhora a comunicação
    Depois de algumas aulas, você terá menos dificuldade de se expressar em público.
  • Aumenta a autoestima
    Quem não se sente mais segura e poderosa fazendo bonito no baile?
  • Queima calorias
    Uma hora de salsa ou samba rock queima até 594 calorias!
  • Turbina a capacidade sanguínea
    A dança de salão aumenta a frequência cardíaca, estimula a circulação do sangue, melhora a capacidade respiratória e queima muitas calorias. Você sentirá até que seu fôlego aumentou!
  • Melhora a flexibilidade
    Dá elasticidade e melhora a postura ao caminhar.

Na Amazônia, a dança está integrada ao imaginário de seu povo. Confira a seguir alguns dos tipos de dança presentes na região!

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Marujada (AC)

Marujada é uma das danças típicas do Acre. Como nas brincadeiras de quadrilha, narra uma estória, dançada por dois cordões de marujos que estão navegando em alto-mar. Em Rio Branco a Marujada é uma referência. Ela representa bem a importância das embarcações fluviais no contexto cotidiano do acreano nos anos 40. A manifestação foi consolidada pelo grupo Marujos da Alegria. Os importantes pioneiros da Marujada no Acre são Aldenor da Costa, Zuleide Cordeiro e Chico do Bruno.

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Marabaixo (AP)

De origem africana, o ciclo do Marabaixo é uma das maiores manifestações culturais do Amapá. A dança chegou ao Estado no século XVIII, quando um grupo de africanos desembarcou em Macapá para construção da Fortaleza de São José. Ao som dos tambores, as dançarinas balançam no ar suas saias de cores fortes, geralmente levam uma toalha para limpar o suor, algo que se tornou parte de sua indumentária.

 

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Cacuriá (MA)

O Cacuriá, ou Cacuriá de Dona Tetê, é uma dança típica do estado do Maranhão. Surgiu como parte das festividades do Divino Espírito Santo, uma das tradições juninas. A dança é feita em pares com formação em círculo, acompanhada por instrumentos de percussão chamados caixas do Divino –  pequenos tambores.

Fontes: http://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/beneficios-da-danca-para-o-bem-estar-e-saude/

http://portalamazonia.com/cultura/conheca-8-dancas-populares-na-amazonia

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Xote Ecológico

“Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar” Luiz Gonzaga

Em uma bela composição, Luiz Gonzaga abordou sobre o desmatamento e a destruição do mundo de diversas formas, tanto cantando a respeito do grande número de fábricas que geram poluição no ar e a sujeira em rios e mares. Na letra, Chico Mendes um seringueiro, sindicalista, ativista político e ambientalista brasileiro que lutou a favor dos seringueiros da Bacia Amazônica, cuja subsistência dependia da preservação da floresta e das seringueiras nativa é mencionado.

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Chico Mendes

Chico Mendes nasceu no dia 15 de dezembro de 1944 no seringal Porto Rico, próximo à fronteira do Acre com a Bolívia, em Xapuri, estado do Acre. Filho de seringueiro passou sua infância e juventude ao lado do pai cortando seringa.

 Diferentemente dos outros seringueiros, porém, com 16 anos Chico aprendeu a ler, escrever e pensar com Euclides Fernandes Távora, refugiado político que morava próximo da colocação da sua família. Esse fato teve uma grande influência na sua vida. Quando começaram a ser formados os sindicatos no Acre, ele tinha consciência de que havia chegado a hora de mudar a realidade dos seringais. Em 1975 fez parte da diretoria do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Brasiléia, o primeiro criado no Acre, presidido pelo combativo líder Wilson Pinheiro.

A situação do Acre era crítica na década de 1970. A política para a Amazônia implantada pelo regime militar gerou grandes conflitos fundiários. A substituição da borracha pela pecuária levou à especulação fundiária e ao desmatamento de grandes extensões de terras impedindo a permanência nos seringueiros na floresta.

Após a morte de Wilson Pinheiro em 1980 (líder do movimento) que foi decorrência do movimento “empates às derrubadas” Chico foi eleito presidente do STR de Xapuri em 1983 e intensificou sua luta pelos direitos dos seringueiros, pela defesa da floresta e pela luta política contra a ditadura e pelos direitos dos trabalhadores.

Entre 1987 e 1988 Chico Mendes ganhou o Global 500, prêmio da ONU, na Inglaterra, e a Medalha de Meio Ambiente da Better World Society, nos Estados Unidos e deu entrevistas aos principais jornais do mundo. Jornalistas e pesquisadores o visitaram nos seringais e difundiram suas ideias pelo planeta.  Mas ao mesmo tempo em que Chico conquistava o respeito internacional, era mais ameaçado em Xapuri. Os empates terminavam em prisão. As promessas de regularização dos conflitos fundiários não se concretizavam. A ideia de criação de reservas extrativistas se arrastava na burocracia federal.

Em 22 de dezembro de 1988, em uma emboscada nos fundos de sua casa, ele foi assinado a mando de Darly Alves, grileiro de terras com história de violência em vários lugares do Brasil.

O principal legado de Chico Mendes são as Reservas Extrativistas, que representam a primeira iniciativa de conciliação entre proteção do meio ambiente e justiça social, antecipando o conceito de desenvolvimento sustentável que surgiu com a Rio 92.

Fontes: http://memorialchicomendes.org/chico-mendes/

https://educacao.uol.com.br/biografias/chico-mendes.htm

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Mamífero conhecido popularmente como guaraguá, é encontrado em lagos e rios pertencentes à Bacia Amazônica. Um dos animais símbolo da Amazônia, pode ser visto em rios e lagos em toda Bacia Amazônica. O comprimento desse animal pode chegar a 2,8 metros e tem como característica principal uma grande mancha branca no peito.

O espécime de peixe-boi da Amazônia é o menor dentre todos os peixes-boi. Também tem como diferença não ter unhas e nem nadadeiras. Essa espécie possui um couro muito grosso acinzentado. A sua alimentação tem como base gramíneas.

 

Fonte: http://animais.culturamix.com/informacoes/animais-em-extincao-na-amazonia

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A Arena da Amazônia é um espaço multiuso que pode receber jogos de futebol, shows, eventos, feiras e visitações. Pode também ser adaptada para receber jogos de futebol de areia e de esportes de quadra como vôlei e basquete. Um espaço de padrão internacional, que permanece como legado após a Copa do Mundo para o Estado do Amazonas.

Com capacidade para 44.300 pessoas sentadas, a Arena da Amazônia oferece um padrão de conforto internacional para o público.

A fachada e cobertura compostas por uma única estrutura metálica com design semelhante a um cesto de palha indígena são a principal característica do projeto arquitetônico da Arena da

Resultado de imagem para arena amazoniaAmazônia, cujo perímetro ocupa uma área de 84 mil m2. A cobertura se sustenta com uma inovação de engenharia, com vários semiarcos concorrentes. Um desvio mínimo em qualquer peça causaria uma anomalia na obra e a estrutura não suportaria o peso. O projeto foi desenvolvido pelo escritório alemão Gerkan Marg und Partner (GMP), responsável pelos principais estádios da Alemanha, China e África do Sul, em parceria com o Grupo Stadia, do Brasil.

O projeto atendeu a todas as exigências da FIFA e foi elaborado para tornar a Arena um espaço multifuncional após a Copa, além de se tornar o novo cartão postal da cidade, situada estrategicamente entre o Aeroporto Internacional e o Centro Histórico de Manaus

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Um dos maiores desafios para reduzir o desmatamento no Brasil – principalmente na Amazônia – é convencer os pecuaristas a apertar mais bois na mesma área.  Afinal, a expansão das terras para a criação de gado é o maior fator de novos desmatamentos na Amazônia e de boa parte no resto do país.

Para aproveitar melhor as terras já desmatadas, será preciso adotar uma pecuária mais intensiva. A boa notícia é que ela dá mais dinheiro. Talvez até mais do que no modelo de poucos bois por hectare, que leva ao desmatamento acelerado de hoje.

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Esse é o resultado de um levantamento feito por Paulo Barreto, pesquisador do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Segundo Barreto, se a pecuária do Pará fosse 80% mais intensiva, seria possível mais do que dobrar a receita bruta do produtor. A receita da pecuária no estado iria de R$ 6,2 bilhões por ano com a pecuária extensiva para até R$ 14 bilhões por ano. Isso sem a necessidade de novos desmatamentos.

Esse dado, resultado de pesquisas feitas por Barreto no ano passado, é dos elementos do novo relatório a ser publicado pelo Imazon. Ele reúne de forma realista o melhor conhecimento disponível hoje para mostrar as dificuldades em atingir uma meta de desmatamento zero, seja desmatamento ilegal zero (quando ainda se pode cortar o que a lei permite) ou desmatamento líquido zero (quando qualquer supressão de vegetação precisa ser compensada).  O estudo também mostra as medidas necessárias para alcançar os objetivos e as oportunidades para realizar isso com o mínimo de sofrimento e talvez até alguns ganhos.  No caso da pecuária, os ganhos prometem compensar.

 

Fonte: http://amazonia.org.br/2017/06/adotar-pecuaria-intensiva-na-amazonia-pode-dobrar-ganhos-e-zerar-desmatamento/

 

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