Um acordo entre o Ministério do Meio Ambiente e o Banco Mundial vai garantir recursos de US$ 50 milhões para o bioma Cerrado. A medida apoiará a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em oito estados e no Distrito Federal.

A iniciativa garantirá, entre outras, a recuperação de reservas legais e áreas de preservação permanente em propriedades rurais familiares. O projeto é aplicado na região de maior produtividade agrícola do País.

A expectativa é que as propriedades rurais familiares da região sejam registradas para que adotem medidas de recuperação das áreas degradas. Com isso, a medida contribuirá também para o alcance das metas assumidas pelo País para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2017/05/cerrado-brasileiro-vai-receber-us-50-mi-para-recuperacao-de-reservas-legais

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RIO QUENTE RESORTS 

O Rio Quente Resorts é um dos principais polos de preservação do país. Cercado de natureza exuberante e abastecido por um precioso recurso de águas, o resort mantém o maior viveiro de aves free wing da América do Sul.

Praia do Cerrado.

NATUREZA EXUBERANTE 

O resort trabalha junto com o Ibama na recuperação de aves silvestres na região. Além disso, toda a estrutura é preparada com controle de ruídos, tornando o ambiente próprio para a habitação das aves.

Hot Park – Diversão para Crianças

POLÍTICA SOCIOAMBIENTAL

Localizado em meio à natureza exuberante do Brasil, em Rio Quente, no estado de Goiás, o Grupo Rio Quente atua nos segmentos de hospitalidade e entretenimento. Consciente de sua responsabilidade econômica, social e ambiental, o grupo implementa ações de melhoria contínua em suas atividades, produtos e serviços e trabalha para conscientizar e sensibilizar seus públicos para questões sociais e ambientais.

Eai, vamos embarcar nessa? #tôdeferias

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NOVA SERIE DO JORNAL DA RECORD MOSTRA A BELEZA DO CERRADO BRASILEIRO.

Na primeira reportagem da série especial Trilhas do Cerrado, o Jornal da Record embarca em uma aventura de balão sobrevoando a belíssima Serra da Canastra. Para completar o passeio, a mais de 2.000 metros de altitude, nada melhor do que um bom café feito na hora e um delicioso queijinho mineiro.

Acompanhe a viagem completa na sequencia com todos os vídeos no site abaixo:

http://noticias.r7.com/jornal-da-record/series/serie-jr-trilhas-do-cerrado-19062017

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O Programa Iniciativa Cerrado Sustentável constitui um dos instrumentos do Ministério do Meio Ambiente para a implementação de parte dos objetivos e das diretrizes preconizados pelo Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável do Bioma Cerrado – Programa Cerrado Sustentável, instituído por meio do Decreto 5577/2005.

Como surgiu?
Em setembro de 2003, o Ministério do Meio Ambiente instituiu o Grupo de Trabalho do Bioma Cerrado (GT Cerrado) com a finalidade de elaborar uma proposta de programa destinado à conservação e ao uso sustentável do bioma. Após um ano de funcionamento, e a realização de diversas consultas públicas, o GT apresentou a estrutura do Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável do Bioma Cerrado. Este foi formalmente instituído por meio do Decreto 5.577, de 8 de novembro de 2005, com o objetivo de promover a conservação, restauração, recuperação e manejo sustentável de ecossistemas naturais e agropecuários, bem como a valorização e o reconhecimento de suas populações locais, buscando condições para reverter os impactos socioambientais negativos no Bioma Cerrado.

Para a implementação de parte das ações do Programa Cerrado Sustentável, o Ministério do Meio Ambiente iniciou negociação junto ao GEF, por meio do Banco Mundial, encaminhando a nota conceitual do projeto. Com a aprovação recebida pela fonte doadora, em 2005 foi preparado o detalhamento da proposta. Após negociações entre 2005 e 2006, o GEF reservou US$ 13milhões (e contrapartida de US$ 26milhões) para a primeira fase do projeto, concebido através da modalidade de guarda-chuva, em que 4 projetos executivos, contratados diretamente com o Banco Mundial, têm a missão de alcançar os objetivos e as metas estabelecidas para a Iniciativa. O programa guarda-chuva foi redimensionado para a uma primeira fase, com duração prevista de 4 anos e foco nas ações relacionadas com conservação e uso sustentável da biodiversidade, formulação de políticas e monitoramento ambiental. Tendo em vista a demanda e a urgência de políticas de conservação ambiental para o Cerrado, o Ministério e o Banco Mundial almejam iniciar a negociação da segunda fase, assim que a primeira estiver totalmente delineada.
A Iniciativa abrange 4 projetos: i) Ministério do Meio Ambiente, doação GEF US$ 4 milhões (coordenador do Programa); ii) Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado de Goiás – SEMARH-GO, doação GEF US$ 3 milhões; iii) Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, doação GEF US$ 3 milhões; e, iv) Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Estado do Tocantins – SMARH-TO, doação GEF US$ 3 milhões.

Qual é o seu objetivo?
Promover o aumento da conservação da biodiversidade e melhorar o manejo dos recursos ambientais e naturais do bioma Cerrado, por meio do apoio a políticas e práticas apropriadas. Constitui-se como um importante instrumento para a implementação do Programa Cerrado Sustentável. Deverá contribuir para a valorização do Cerrado, fortalecendo as instituições públicas e da sociedade civil envolvidas com a conservação ambiental.

Arranjo de Implementação
A Iniciativa GEF Cerrado Sustentável é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente. A agência implementadora do GEF é o Banco Mundial. As agências executoras (MMA, GO, TO e ICMBio) firmarão contratos diretamente com a agência implementadora, com a interveniência do Ministério do Meio Ambiente.
O Comitê da Iniciativa, formado pelas seguintes instituições (MMA, Ibama, MDA, SBPC, ABEMA, Embrapa, ONGs social e ambiental e setor empresarial), vinculado à CONACER, é a instância responsável pelo acompanhamento da execução do Programa Iniciativa, e foi quem selecionou os projetos apoiados por meio de chamada pela seleção dos subprojetos e demais decisões gerais do Programa.

O que o projeto do MMA irá fazer?

O projeto do MMA “Políticas e monitoramento do Bioma Cerrado” é um elemento chave para a implementação da Iniciativa. Além de coordenar e supervisionar a Iniciativa, por meio dele, o Ministério irá elaborar e implementar instrumentos de políticas de conservação ambiental e uso sustentável, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Programa Cerrado Sustentável. As suas ações se distribuem entre os quatros componentes da Iniciativa (criação e implementação de unidades de conservação, apoio a iniciativas de uso sustentável, formulação de políticas e monitoração ambiental). Será desenvolvido com recursos da ordem de U$12 milhões, sendo US$ 4 milhões de recursos do GEF e US$ 8 milhões de contrapartida.
A proposta do Programa Iniciativa Cerrado Sustentável apresenta valor total de US$42.700.000 (quarenta e dois milhões e setecentos mil dólares), e busca uma doação do Global Environment Facility (GEF) de US$13.000.000 (treze milhões de dólares). Além disso, contará com recursos de co-financiamento no valor de US$29.690.000 (vinte e nove milhões e seiscentos e noventa mil dólares).
O objetivo do projeto “MMA Cerrado Policy and Biome Monitoring Program” é apoiar este Ministério na formulação e implementação de políticas e no monitoramento do Bioma Cerrado. Além disso, permitirá ao Ministério do Meio Ambiente realizar as atividades de coordenação do Programa Iniciativa Cerrado Sustentável.

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O Programa Cerrado Sustentável tem como objetivo principal a promoção da conservação, a restauração, a recuperação e o manejo sustentável de ecossistemas naturais, bem como a valorização e o reconhecimento de suas populações tradicionais, buscando condições para reverter os impactos socioambientais negativos do processo de ocupação do Bioma Cerrado.

Os objetivos específicos, identificados em função dos problemas socioambientais apontados no Bioma, são os seguintes:

1. Promover a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e a proteção dos ecossistemas do Cerrado, valorizando sua importância social, ambiental e econômica;

2. Promover a proteção e a recuperação do meio físico, especialmente da integridade dos mananciais de água e as boas condições de preservação do solo, entre outros serviços ambientais a serem assegurados em boas condições;

3. Promover a adimplência ambiental e adequar os sistemas de produção a critérios de sustentabilidade social e ambiental;

4. Fortalecer os meios de vida das comunidades tradicionais e dos agricultores familiares do Cerrado, garantindo acesso a terra, aos recursos naturais e aos meios de produção necessários à sua permanência na região;

5. Fortalecer a participação da sociedade na gestão ambiental do Bioma e promover a transversalidade e descentralização das políticas públicas quanto ao uso sustentável dos recursos naturais do Cerrado.

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O clima do Cerrado é o tropical sazonal, com duas estações bem marcadas: a seca, em geral, entre maio e setembro e a chuvosa, entre os meses de outubro e abril. As temperaturas médias são elevadas e há pouca umidade.

A geografia da região central do Brasil, onde está situada a maior parte do Cerrado, é marcada por planaltos, fazendo com que o bioma tenha papel fundamental para as principais bacias hidrográficas brasileiras e sul americanas.

O Cerrado desempenha um papel fundamental junto às bacias Amazônica, do Tocantins-Araguaia, do Atlântico Nordeste Ocidental, do Parnaíba, do São Francisco, do Atlântico Leste, do Paraná e do Paraguai, sendo vital para oito das 12 regiões hidrográficas instituídas pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Além disto, é válido destacar que no Cerrado existem nascentes das três maiores bacias hidrográfica da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata).

Porém, a exploração deste potencial hídrico por meio de usinas hidroelétricas tem causado sérios impactos socioambientais. Dentre estes, podemos destacar: perda de biodiversidade, assoreamento, modificação da paisagem, com alagamento de antigas áreas agrícolas e desmatamento. Milhares de famílias estão desabrigadas e lutam por indenização, e por outro lado, o grande contingente de trabalhadores atraídos pelas obras, sem que haja uma infraestrutura social, gera o inchaço das cidades e todas as suas consequências , como aumento da desigualdade social e a exploração sexual.

Outro problema associado à exploração excessiva dos recursos hídricos é a irrigação de grandes monoculturas por meio de pivôs centrais, que representam cerca de 70% do consumo total de água no Brasil.

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Diante da generosidade e exuberância do Cerrado, as possibilidades de uso da flora nativa são as mais variadas. São inúmeras as espécies que podem ser utilizadas para alimentação, artesanato, remédio, cobertura de casas, fibras, entre outros usos.

A vastidão do Cerrado brasileiro, com sua fauna e flora, lhe conferem o título de savana mais biodiversa do mundo. No entanto, contraditoriamente, é um dos biomas mais ameaçados do país. Estudos desenvolvidos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apontam que, entre 2002 e 2008, o Cerrado teve uma média de desmatamento anual equivalente a 14.200 km² devastados. Entre 2010 e 2011, a taxa de desmatamento foi de 6.469 km², semelhante a da Amazônia, que foi de 6.451 km².

O desmatamento e as queimadas já devastaram 100 milhões de hectares do Cerrado, ou seja, metade do bioma.

Os motivos para este quadro preocupante estão relacionados à expansão do agronegócio  e ao uso predatório do solo. O MMA  aponta a lavoura, em especial a produção de grãos como a soja, e a pecuária como as principais atividades responsáveis por essa devastação. Para se ter uma dimensão do problema, 54 milhões de hectares de Cerrado deram lugar a pastagens e 22 milhões estão ocupados por plantações de grãos. Outra monocultura que ameaça a vida no Cerrado é o eucalipto.

Também se somam como fatores de risco para o bioma as queimadas e a ampla demanda de lenha para a produção de carvão vegetal para a indústria siderúrgica. Tais práticas de uso do solo são as principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa no Brasil.

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A população do Cerrado tem os traços dos agricultores familiares, das comunidades tradicionais, como quilombolas, geraizeiros, quebradeiras de coco babaçu e de povos indígenas, agrupamentos humanos de profunda sabedoria e respeito ao meio ambiente, com expressivo senso comunitário. Além, claro, das populações urbanas que compõem um rico mosaico de outros tantos traços advindos de origens diversas.

O Cerrado abriga 216 terras indígenas (TIs) e 83 diferentes etnias. No entanto, a grande maioria das TIs não passou por um processo de regularização fundiária. Tal condição resulta em sérios conflitos fundiários, os quais têm sido um dos fatores de ameaça de extinção para diversos grupos indígenas.

Índios xavantes.

Agricultura familiar.

No caso de comunidades quilombolas, no Brasil existem hoje cerca de 1700 comunidades certificadas pela Fundação Palmares. No entanto, até 2012, segundo o INCRA, apenas cerca de 200 comunidades tiveram suas terras tituladas. No Cerrado, onde a disputa por terras para a produção de commodities cresce a cada dia, a situação das comunidades quilombolas que aguardam a demarcação e desintrusão de seus territórios é crítica.

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O solo do cerrado apresenta pH ácido, variando de 4,3 a 6,2. Possui elevado conteúdo de alumínio, baixa disponibilidade de nutrientes.

Os pontos mais elevados do Cerrado estão na cadeia que passa por Goiás em direção sudeste-nordeste: o Pico Alto da Serra dos Pirineus, com 1.600 metros de altitude, a Chapada dos Veadeiros, com 1.250 metros de altitude, e outros pontos com elevações consideradas que se estendem em direção noroeste; a Serra do Jerônimo e outras serras menores, com altitudes entre 500 e 800 metros de altitude.

Solo avermelhado característico do bioma.

Vegetação tortuosa. 

Seus terrenos são um tanto que acidentados, com poucas áreas planas. Nos morros mais altos são encontrados muitos pedregulhos, argila com inclusões de pedras e camadas de areia.

Outra formação é constituída por aflorações de rochas calcáreas, com fendas, grutas e cavernas em diferentes tamanhos. Por cima das rochas, há uma vegetação silvestre. Possui campos e vales com vegetação bem característica, e há ainda uma mata ciliar rodeando riachos e lagoas.

Os solos apresentam-se intemperizados, devido à alta lixiviação e possuem baixa fertilidade natural. Possuem grandes áreas, com a seguinte classificação: latossolo (escuro, vermelho-amarelo, roxo), areias, cambissolos, solos (concrecionários, litólicos) e lateritas hidromórficas. O solo é bem drenado, profundo e com camadas de húmus.

 

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Decreto assinado pelo presidente Michel Temer autoriza expansão da área protegida de 65 mil para 240 mil hectares

Ecologistas e produtores comemoram a ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO). Depois de 16 anos de espera, agora a área passará de 65 mil para 240 mil hectares. O decreto que autoriza a expansão, assinado pelo presidente da República, Michel Temer, nesta segunda-feira (5), é considerado um passo importante para proteger o Cerrado.

De acordo com estudos feitos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a expansão vai proteger 17 espécies da flora e 32 espécie da fauna ameaçadas de extinção.

“Os novos limites são fundamentais para conservação porque os grandes mamíferos se locomovem a grandes distâncias ao longo do dia. Essa área nova abriga ecossistemas que hoje não estão protegidos na forma de um parque nacional, por exemplo, as matas secas, que têm alto grau de ameaça. Ampliar o limite do parque, abrigando também o ecossistema da mata seca, é importante para manutenção desse ecossistema. Além disso, os novos limites conservam também plantas endêmicas, plantas raras, além de abrigar locais belíssimos”, afirma Fernando Tatagiba, chefe nacional do Parque.

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