Manguezal: Turismo e Sustentabilidade

Conceituando o Ecoturismo, ele pode ser entendido como sendo um “segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem estar das populações envolvidas” (Barros, 1994). Ou de acordo com o Instituto do Ecoturismo do Brasil, IEB, o Ecoturismo pode-se ser compreendido como sendo “…a prática do turismo recreativo, esportivo ou educativo, que se utiliza de forma sustentável dos patrimônios natural e cultural, incentiva a conservação, promove a formação de consciência ambientalista e garante o bem estar das populações envolvidas”

Assim, o desenvolvimento de atividades turísticas em manguezais pode agregar benefícios para as comunidades do entorno e economia local, proporcionando um incremento na renda das populações que são na maioria das vezes desprovidas de necessidades básicas. Essas carências ocasionadas através da omissão do poder público, na maioria das vezes, diante das necessidades de uma população carente de infra-estrutura urbana apresentável. Com esses fatores, o turismo acaba sendo relacionado com as necessidades fundamentais do ser humano (Molina, 1998).

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A relação mangue e sociedade

As áreas de mangue são de expressiva importância para a comunidade vista a sua capacidade de gerar sócios-empreendimentos, benefícios econômicos e sustentabilidade ambiental. Porém, essas áreas vêm sendo minadas pelo avanço da exploração na região, com a derrubada das matas ciliares para o seu exercício, pondo em risco além da biodiversidade ali existente a sustentabilidade urbana.

Os manguezais fornecem uma fonte rica de alimentação proteica para a população litorânea brasileira: a pesca artesanal de peixes, camarões, caranguejos, moluscos e outros frutos do mar são para os moradores da zona litorânea a principal fonte de subsistência – levando-se como referência as comunidades de pescadores e as cooperativas não formalizadas propostas e compostas por esses indivíduos.

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LOCALIZAÇÃO:

Localizam-se na faixa litorânea do Brasil, desde o Amapá até Rio Grande do Sul.

Diferença entre Mangue e Manguezal

O termo manguezal é utilizado para descrever uma variedade de comunidades
costeiras tropicais dominadas por espécies vegetais, arbóreas ou arbustivas que
conseguem crescer em solos com alto teor de sal.
O termo mangue origina-se do vocábulo Malaio, “manggimanggi” e do inglês
mangrove, servindo para descrever as espécies vegetais que vivem no manguezal.

Curiosidade sobre as Restingas

Para quem não sabe, a restinga é constituída por uma vegetação rasteira,
basicamente capinzinhos e arbustos de pequeno porte com folhas arredondadas,
que nascem sobre as dunas, contribuindo diretamente para sua fixação. Em meio a
essa vegetação, o junco nasce espontaneamente. Vale lembrar que os pinheiros
(ciprestes) que aparecem plantados ao longo de toda a área de dunas na Praia do
Rincão não são nativos da restinga, mas acabam cumprindo a função de auxiliar,
também, na fixação das dunas.

Fonte: http://gratulinoemeioambiente.blogspot.com.br/2012/04/manguezais-e-restingas.html?m=1

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Escrito em 1966 e com uma única edição no Brasil, lançada em 1967, HOMENS E CARANGUEJOS é o único romance do renomado cientista Josué de Castro. Num texto tocante – de tom memorialístico e autobiográfico -, ele narra a história de vida de um menino pobre que começa a descobrir o mundo e logo se depara com a miséria e a lama do mangue.

Mais que um drama ficcional, este livro mostra a realidade de uma comunidade imprensada entre a estrutura agrária feudal e estrutura capitalista – um cenário que até hoje persiste no Nordeste do Brasi..

As brincadeiras de infância são trocadas pelo duro trabalho nos manguezais, nos quais os meninos se tornam caranguejos, num estranho mimetismo que o autor já aponta no prefácio: “Seres humanos que se faziam assim irmãos de leite dos caranguejos. Que aprendiam a engatinhar e andar com caranguejos da lama e que depois de terem bebido na infância este leite de lama, de se terem enlambuzado com o caldo grosso da lama dos mangues e de se terem impregnado do seu cheiro de terra podre e de maresia, nunca mais se podiam libertar desta crosta de lama que os tornava tão parecidos com os caranguejos, seus irmãos, com as duras carapaças também enlambuzadas de lama.”

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Fome na Ilha de Deus
Seis da manhã de uma segunda-feira de setembro. Sob a luz amarelada que ilumina o barraco, Josiane Barros da Silva, 29 anos, prepara o café. Os filhos ainda dormem. São três, mulatos como os pais: Diogo (9), Rafael (12) e Dafne (4), deitados na cama, em diferentes direções. Na parede de madeiras velhas, um relógio quebrado serve como decoração. As divisões entre os cômodos da casa (dois, apenas) são as cortinas de lençóis gastos. O nome do lugar era Ilha sem Deus, mas uma aliança entre católicos e evangélicos resultou no batismo de Ilha de Deus – um pedaço de terra espremido entre Boa Viagem e Imbiribeira. Tentaram ver se mudavam a sorte, a direção do vento, o destino. Mudou nada. Parece eterna a luta contra a maré. Como mãe, Josiane zela pelos valores dos rebentos enquanto crianças humildes, mas dignas do mesmo direito de outras. A batalha é uma prova diária de como é a vida no manguezal.

Josiane cria os três filhos e o marido desempregado catando mariscos e caranguejos na comunidade. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press
Josiane cria os três filhos e o marido desempregado catando mariscos e caranguejos na comunidade. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Josiane cria os filhos com o dinheiro que tira da venda de crustáceos: R$ 15 por semana. Perdeu o Bolsa-Família porque os filhos frequentam pouco a escola. Cozinha sentada porque reclama de dor nas pernas. Vê-la movimentando-se pelo chão faz lembrar a coreografia dos homens-caranguejos na lama, rastejando atrás de alimento. Existem dias que no velho fogão a lenha só tem cinza no borralho e panelas vazias. Quando acontece, come caranguejo. Cria os filhos do mesmo jeito que os pais a criaram. “Aqui, tenho o sustento dos meninos garantido. É só tirar bicho do mangue e a comer”. O relógio quebrado parou no tempo, como a própria miséria, e o ponteiro se recusa a andar.

Mesmo com a experiente coreografia que imita o bicho da lama, é vencida pelas dificuldades. Engravidou aos 16 anos. O primeiro marido, pai de Diogo e Rafael, sumiu quando o mais velho ainda estava na barriga. O atual, José Edimilson Araújo da Silva, 32, está desempregado. Josiane é que sustenta a família. “Queria dar aos meninos o que nunca tive”, desabafa. O monstro da fome amansou, comparado ao tempo em que Josué de Castro o revelou para o mundo. Mas está longe de ser domado.

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AS RESTINGAS NO BRASIL
As restingas juntamente com as dunas, cobrem quase 80% do litoral brasileiro. O solo é pobre em matéria orgânica e em argilas e apresenta baixa capacidade em reter água e nutrientes. A principal fonte de nutrientes é a maresia que promove a decomposição de restos de animais e plantas, aumentando a capacidade do solo em reter água e nutrientes.

 

A região litorânea dos estados do  Rio de Janeiro e Espírito Santo é uma das mais diversificadas da costa brasileira. A flora dessa região reflete uma grande diversidade de habitats e conta com mais de 1400 espécies de plantas registradas. A restinga está localizada perto de áreas de grande valor econômico, que são pontos próximos às praias onde é grande a especulação imobiliária

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A flora e fauna da restinga

A flora da restinga está adaptada ao solo arenoso e à água salgada. Ela é bastante diversificada, apresentando campos ralos de gramíneas, moitas de arbustos que são intercaladas de clareiras,  mata fechada de até 20 metros de altura e brejos com densa vegetação aquática.

A fauna da restinga é bastante variada, com a presença do sabiá-da-praia, crustáceos, e outros pássaros como o caboclinho, anu, pintassilgo, beija-flores, a corujinha buraqueira e jacus, graças, socós e frangos d’água. Existem ainda répteis como o calango e a lagartixa da praia e diversos insetos que habitam essas áreas de restinga.

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Em ecologia, o termo Restinga é utilizado para definir diferentes formações vegetais que se estabelecem sobre solos arenosos na região da planície costeira. Esses ecossistemas são determinados fisicamente pelas condições edáficas (solo arenoso) e pela influência do mar e estão distribuídos ao longo do litoral brasileiro e por várias partes do mundo.

Mata de restinga. Foto: Frank L Junior / Shutterstock.com

Mata de restinga. Foto: Frank L Junior / Shutterstock.com

As restingas começaram a se formar há milhares de anos pelo recuo do nível do mar, direcionando grande quantidade de areia das plataformas continentais em direção à praia, com isso houve formação das planícies arenosas. Durante o Quaternário as variações no nível do mar ocorreram no mínimo três vezes, expondo e cobrindo áreas litorâneas que hoje formam as restingas.

A vegetação das restingas é influenciada por alguns fatores abióticos, entre os quais se destacam a topografia do terreno, que pode apresentar faixas de elevações (cordões arenosos) e faixas de depressões (entre-cordões) dependendo dos processos de deposição e remoção de materiais nessas regiões; a influência marinha, que diminui à medida que se avança para o interior e o solo, um importante condicionador e fator limitante da distribuição de formações florísticas. Essas condições ambientais determinam as diferentes fisionomias vegetais da restinga.

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Você sabia que…

… os mangues funcionam como um filtro biológico?
Eles são os que mais absorvem o gás carbônico da atmosfera, deixando o ar mais puro. As árvores dos manguezais também absorvem o impacto das fortes marés e deixam as águas mais tranquilas.

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Sururu é o nome popular de um molusco bivalve, ou seja, que é envolvido por duas conchas, bastante típico nos manguezais na costa nordestina do Brasil.

O sururu, cientificamente batizado de Mytella charruana, é um molusco que também recebe o nome de mexilhão, em outras regiões. O sururu é considerado uma referência na culinária baiana, alagoana, maranhense, pernambucana e de demais estados do Nordeste brasileiro.

No estado de Alagoas, por exemplo, o sururu tem tanta importância econômica e cultural para a população que se transformou em Patrimônio Imaterial, pelo Conselho Estadual de Cultura de Alagoas.

Etimologicamente, a palavra “sururu” surgiu a partir do Tupi, antigo idioma falado por grande parte dos indígenas que vivam em território brasileiro.

A culinária nordestina é nacionalmente conhecida por seus pratos típicos, entre eles destacam-se o “caldo de sururu” e a “moqueca de sururu”.

Sururu na gíria

A palavra sururu também é utilizada como uma gíria tipicamente brasileira para designar uma confusão, uma briga, tumulto, muvuca e bagunça. Esta expressão é muito falada pela população natural dos estados onde encontram-se os moluscos.

 

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