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Festa na natureza

Chegando o tempo do inverno
Tudo é amoroso e terno
No fundo do pai eterno
Sua bondade sem fim
Sertão amargo esturricado
Ficando transformado
No mais imenso jardim
Num lindo quadro de beleza
Do campo até na floresta
As aves lá se manifestam
Compondo a sagrada orquestra
Da natureza em festa
Tudo é paz tudo é carinho
No despertar de seus ninhos
Cantam alegres os passarinhos
O camponês vai prazenteiro
Plantar o seu feijão ligeiro
Pois é o que vinga primeiro
Nas terras do meu sertão
Depois que o poder celeste
Mandar a chuva pro nordeste
De verde a terra se veste
E corre água em borbotão
A mata com seu verdume
E as fulô com seu perfume
Se enfeita com vagalumes
Nas noites de escuridão
Nesta festa alegre e boa
Canta o sapo na lagoa
O trovão no ar reboa
Com a força desta água nova
O peixe e o sapo na desova
O camaleão que se renova
No verde-cana que cor
Grande cordão de borboletas
Amarelinhas brancas e pretas
Fazendo tanta pirueta
Com medo do bentiví
Entre a mata verdejante
Seu pajé extravagante
O gavião assartante
Que vai atrás da jurití
Nesta harmonia comum
Num alegre zum zum zum
Cantam todos os bichinhos…
                                                                                – Patativa do Assaré/Gereba

👀 Curiosidades… 

Quem foi Patativa do Assaré?

Antônio Gonçalves da Silva nasceu no município de Assaré, interior do Ceará, e ficou conhecido pelo nome Patativa do Assaré. Ele  foi um poeta popular, compositor, cantor e repentista brasileiro. Foi um dos maiores poetas populares do Brasil. Com uma linguagem simples, porém poética, retratava a vida sofrida e árida do povo do sertão. Projetou-se com a música “Triste Partida” em 1964, uma toada de retirantes, gravada por Luiz Gonzaga, o rei do baião.

Outros poemas de Patativa, que se transformaram em músicas consagradas, como: Vaca Estrela e Boi Fubá; ABC do Nordeste Flagelado;  O Sabiá e o Gavião e O Vaqueiro, ainda hoje são lembrados pelos amantes da cultura sertaneja.

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A fé no Sertão é fundamental para o homem se manter forte em meio a tanta seca e problemas.

Um dos nomes religiosos importantes no Sertão é  o do Padre Cícero,  que nasceu em Crato,  uma cidadezinha no estado do Ceará, e em 11 de abril de 1872 se mudou para povoado de Juazeiro.

No dia 1 de março de 1889, um fato mudaria a vida de Padre Cícero para sempre, bem como a rotina de Juazeiro. Naquele dia, quando a beata Maria de Araújo recebeu a comunhão das mãos do Padre Cícero, a hóstia consagrada se transformou em sangue na boca da beata. O fenômeno aconteceu outras vezes. Por isso, o povo entendeu que se tratava de um novo derramamento do sangue de Jesus Cristo.

Padre Cícero faleceu no dia 20 de julho de 1934, aos 90 anos. Depois disso, Juazeiro prosperou e a devoção a ele só cresceu. Até hoje, todo ano, no Dia de Finados, uma grande multidão de romeiros, vinda dos mais distantes lugares do Nordeste, vai a Juazeiro para uma visita ao seu túmulo, na Capela do Socorro.

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Uma analise feita da historia do Cangaço e da vida de Lampião e seu bando, o vídeo  abaixo contém cenas reais e com uma explicação muito dinâmica sobre o tema.

Na linguagem poética…

Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor
                                      – Mulher nova, bonita e carinhosa, Jose Ramalho

Deixe sua opinião nos comentários e até a próxima…

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Apesar de muito alterado pela ação humana, a Caatinga ainda é habitat da onça-parda e da onça-pintada.


O Programa Amigos da Onça foi criado para proteger as populações remanescentes destas espécies – e indiretamente muitas outras – no bioma. O projeto possui uma visão abrangente, com preocupação ecológica, social e econômica das comunidades envolvidas.
O que antigamente podia ser ofensa, hoje é elogio.


Seja também um amigo da onça 🙂

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A onça-parda é um mamífero da família Felidae, nativo do continente americano. É conhecida popularmente como suçuarana, leão-baio, onça-vermelha e puma.

É o segundo maior felídeo neotropical, menor apenas que a onça-pintada. Chega a atingir 1,08 m de comprimento, mais a cauda que é longa medindo até 0, 61 m e 63 cm de altura e a pesar até 80 kg. Seu pêlo é em geral bege-rosado, pode ser cinza, marrom ou cor-de-ferrugem. O comprimento do pêlo varia conforme o habitat – vai de curto a muito longo.

A onça-parda é um animal solitário e apresenta hábito de vida noturno. Porém, embora mais raramente, durante o dia também costuma caçar.

 

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A cutia ou cotia é um animal de porte pequeno, de corpo grosso e curto, mede no máximo 64 centímetros e pesa até 2,8 quilos.

São animais herbívoros e se alimentam somente das sementes e dos frutos que caem das árvores, e possuem somente 4 dentes, próprios para roer. A cauda da cutia é estranha, pequena e pelada, com no máximo 1,5 centímetros.

É um animal terrestre com hábitos diurnos na maioria das vezes, mas quando sente a presença de algum predador pode se esconder de dia e sair a noite. Passa a maior parte do tempo procurando alimento, e quando este é abundante tem o hábito de enterrar dentro do seu território, desenterrando nos períodos de escassez. Tem vida longa, chegam a durar 18 anos e são monógamos, ou seja, permanecem toda a vida com o mesmo parceiro.

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Na Caatinga são cerca de 45 espécies diferentes de serpentes. Nestas fotografias, obtidas na caatinga do município de Petrolina, Pernambuco, podemos observar algumas delas.

Entre as serpentes da caatinga, nenhuma é mais temida do que a cascavel (Crotalus durrissus terrifucus). Essa serpente tem uma fama terrível entre os moradores da caatinga, sendo conhecida como a cobra da morte, pois nada escapa a sua picada. A cascavel mata animais e pessoas que não conseguem chegar até cidade para tomar o soro antiofídico. A cascavel tem uma característica marcante que é o barulho do seu chocalho na cauda.

Por outro lado, a salamanta (Epicrates cenchria assisi) também conhecida como cobra de veado ou jiboia é uma bela espécie que povoa a caatinga e não é tão temida pela população. A salamanta é uma das serpentes mais encontradas nas caatingas do Nordeste. Algumas podem alcançar até 5 metros de comprimento. Este animal não causa risco para os agricultores, contudo pode atacar as criações de galinhas e os caprinos recém nascidos. Quando pega uma presa como um filhote de caprino ou ovino, a salamanta se enrola nela e aperta o animal, até que ele cessa todos os movimentos e engole o animal inteiro.

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Bem vindo a Pernambuco, terra do Frevo e Maracatu, me arrisco até, dizer terra da felicidade, onde tem um povo com um sotaque envolvente e belezas convidativas a entrar nesse estado com o pé direito! Quem nós recebe é Alceu Valença, com sua música Pelas ruas que andei!

Visão Geral:

Está localizado no centro-leste da região Nordeste e tem como limites os estados da Paraíba, do Ceará, de Alagoas, da Bahia e do Piauí, além de ser banhado pelo oceano Atlântico. Ocupa uma área de 98 149,119 km² (pouco menor que a Coreia do Sul). Também fazem parte do seu território os arquipélagos de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo. A cobertura vegetal de Pernambuco é composta por floresta tropical perene, floresta tropical semidecídua e caatinga.

Nosso bioma:

Mais da metade do estado faz parte do sertão nordestino — oeste e região central de Pernambuco. É um lugar onde há escassez de chuvas, e o clima é semidesértico (semiárido).

Atualmente pouco resta da vegetação primitiva, que deu lugar a campos de cultura e pastagens artificiais. A área de transição entre os climas úmido e semiárido é revestida por vegetação florestal peculiar, onde se misturam espécies da floresta atlântica e da caatinga. Além de, no interior, domina a caatinga, característica do Sertão.

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