1ª Série C

Poesia Marginal de Ana Cristina César

soneto-ana-cristina-cesar Ana Cristina César (1952-1983), carioca que foi íconeAna Cristina César é a homenageada da Flip em 2016 literário de sua geração. A poesia da carioca é marcada por um tom confessional, direto e de grande coloquialidade. Seus primeiros livros,Cenas de abril e Correspondência completa, foram editados de maneira 100% independente e caseira, pela própria autora e por seus colaboradores e amigos mais próximos, o poeta Armando Freitas Filho e Heloisa Buarque de Hollanda.

 

 

 

 

 

FONTE:  Ana Cristina César, ‘poeta marginal’ dos anos 70, será homenageada na Flip 2016

Paulo Leminski: o marginal dos marginais

Paulo Leminski encarnou o que havia de realmente original nessa geração marcada pelo inconformismo e rebeldia: a incoerência. Dono de uma personalidade singular, o poeta curitibano era capaz de reunir num mesmo ser a figura de hippie, ex-seminarista, poeta, publicitário, judoca e haicaísta zen. Embora soe um tanto quanto paradoxal, a sua incoerência era o que havia de mais sensato nesse contexto histórico pós-68.

Leminski fazia questão de “alterar o texto para bagunçar o contexto”. Um exemplo clássico disso é a paródia que fez do discurso nacionalista de Médici: “Brasil: ame-o ou deixe-o”. Leminski escreve: “ameixas / ame-as / ou deixe-as”. Ele consegue subverter o Um dos principais nomes da Poesia Marginal, Paulo Leminski nasceu em Curitiba no dia 24 de agosto de 1944 e faleceu no dia 07 de junho de 1989discurso militar ufanista somente alterando algumas palavras e, de quebra, se diverte com isso. Em tempos de chumbo, costumava dizer que “rir é o melhor remédio, achar graça, a única saída”.

 

 

FONTE: Literarte

Década de 70: Poesia Marginal

Numa das vertentes do movimento sociocultural e artístico “Geração Mimeógrafo” , surge  a “Poesia Marginal”, aquela que abrolha do cerne da periferia, representando a voz da minoria. Os poetas marginais recusam qualquer modelo literário, de forma que não se “encaixam” em nenhuma escola ou tradição literária.

A poesia marginal é formada, em sua maioria, por pequenos textos, alguns com apelo visual (fotos, quadrinhos, etc.), absorvidos por uma linguagem coloquial (traços da oralidade), espontânea, inconsciente, a partir de temática cotidiana e erótica, permeadas de sarcasmo, humor, ironia, palavrões e gírias da periferia. Desse movimento marginal surgem poetas que se destacaram como Chacal, Cacaso, Paulo Leminki e Torquato Neto.

O que hoje é conhecido como poesia marginal pode ser definido como um acontecimento cultural que, por volta  de 1972-1973,  teve um impacto significativo no ambiente de medo e no vazio cultural, promovidos pela censura e pela violência da repressão militar que dominava o país naquela época, conseguindo reunir, em torno da poesia, um grande público jovem, até então ligado mais à música, ao cinema, shows e cartoons.

Foi uma poesia que surgiu com perfil despretensioso e aparentemente superficial mas que colocava em pauta uma questão tão grave quanto relevante: oethos de uma geração traumatizada pelo cerceamento de suas possibilidades de  expressão pelo crivo violento da  censura e da repressão militar. Em cada poema-piada, em cada improviso, em cada rima quebrada, além das marcas de estilo da poesia marginal, pode-se entrever uma aguda sensibilidade para registrar – com maior ou menor lucidez, com maior ou menor destreza literária – o dia-a-dia do momento político em que viviam os poetas da chamada geração AI5.

Literatura Marginal e Geração Mimeógrafo

Os Anos 70 foram duros para nossa intelectualidade, que tinham que ter criatividade e cautela para se expressar. Surgia um forma marginal de expor suas idéias. “A literatura marginal dos anos 70” foi a forma usada para que os pensamentos pudesse circular, sendo o Rio de Janeiro uma das principais localidades em que os jovens poetas se reuniam.

A ditadura militar foi um duro golpe na literatura, tendo sido agravada a partir de 1970, assim vários escritores tinham que se manter anônimos ou usar nomes falsos para terem suas obras literatura marginal dos anos 70circulando sem correr o risco de sofrerem com o AI-5. Isso tudo é claro influenciou na qualidade do que circulava.

Sendo assim, esse movimento dito “marginal”, absorveu o grito silenciado pela Ditadura Militar e, portanto, a união de artistas em geral, agitadores culturais, educadores e professores, fez com que buscassem uma forma de divulgação da arte e da cultura brasileira, reprimida pelo sistema totalitário que vigorava no país.

Para tanto, inspirado nos movimentos de contracultura, a denominação “Geração Mimeógrafo” remete justamente à sua principal característica, ou seja, a substituição dos meios tradicionais de circulação de obras para os meios alternativos de divulgação empregado pelos artistas independentes ou os “representantes da cultura marginal”, os quais sentiram a necessidade de se expressarem e, sobretudo, divulgarem suas ideias.

Dessa forma, a partir desse movimento revolucionário literário, a produção poética “fora do sistema” era divulgada pelos próprios poetas a partir de pequenas tiragens de cópias, que realizam nos toscos folhetos mimeografados, os quais vendiam sua arte a baixo custo, nos bares, praças, teatros, cinemas, universidades, dentre outros.

 

FONTES: http://www.todamateria.com.br/poesia-marginal/  e http://ano70.com.br/literatura-marginal-anos-70/

 

A imprensa alternativa dos anos 1970 fez história

Depois do golpe militar de 1964, a sociedade brasileira começou a desejar uma transformação para o país. Grandes veículos de comunicação estavam censurados, o governo possui o poder de toda a mídia nacional, sendo assim, os jornais de grande porte serviam como “porta voz” dos militares, mesmo que não oficialmente.

Mesmo com a repressão, vários jornais colidiam de frente com o governo. Um exemplo disso foi o Correio da Manhã, sendo este o único periódico carioca a se mostrarem-se contra o regime militar, tendo chefes e redatores presos várias vezes. Com o passar do tempo ele foi fechado devido a sua opinião.
    Os jornais ditos “alternativos” começaram a surgir depois da instauração do Ato Institucional número 5 (AI5) em 1968. Esse período ficou conhecido como os “Anos de Chumbo”, marcado pelas torturas, desaparecimentos, atentados, exílios e perseguições. Nas redações, os jornalistas viviam sobre forte pressão. Além dos repórteres e editores, criou-se uma nova função dentro dos jornais, no caso o censor. Era ele que determinava se a matéria seria publicada ou não. Apesar de toda esta censura nos jornais, o jornalismo brasileiro deste período entrou para a história.

O modo de fazer jornalismo foi revolucionado com periódicos como: 
– Opinião;
– Última Hora;
– Flor do Mal;
– O Pasquim;
– Em Tempo.

O sentimento de liberdade revolucionária era compartilhado na Imprensa Alternativa, tendo intensas influências pela revolução cubana e por livros e pensamentos de Hebert Marcuse, Regis Debray e Jean-Paul Sartre. Os jornais deste tempo atingiam cerca de 300 mil exemplares, número este muito longe das triagens atuais.
O movimento da imprensa alternativa influenciou a construção das gerações seguintes na grande imprensa, na medida em que revelou uma relação estreita entre a contracultura e a filosofia libertária, deixando, assim, um legado para o entendimento dos movimentos sociais e políticos.

 

 

 

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO
http://www.portaleducacao.com.br/marketing/artigos/55476/a-imprensa-alternativa-dos-anos-70#ixzz4CvEUuR3x

Top 10 livros mais lidos nos últimos 60 anos

  1. Top10MostReadBooksintheWorld_4fa1cb8b5797e_w587Bíblia Sagrada
  2. O Livro Vermelho, de Mao Tsé-Tung
  3. Harry Potter, de J.K. Rowling
  4. O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien
  5. O Alquimista, de Paulo Coelho
  6. O Código DaVinci, de Dan Brown
  7. Saga Crepúsculo, Stephenie Meyer
  8. E O Vento Levou, de Margaret Mitchell
  9. Pense e Enriqueça, Napoleon Hill
  10. O Diário de Anne Frank, de Anne Frank

E você? Leu algum deles?

Década de 60: Revistas em quadrinhos

As histórias em quadrinhos são uma das mais criativas e fantásticas manifestações literárias contemporâneas. São romances que exploram outras características do leitor, que brincam com sua imaginação e que o faz ter sérias reflexões sobre o humano e a vida.

Ziraldo criou, em 1960, a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor: a Turma do Pererê. Os personagens dessa revista eram um pequeno índio e vários animais que compõem o universo folclórico brasileiro, tais como a onça, o jabuti, o tatu, o coelho e a coruja. A Turma do Pererê marcou época na história dos quadrinhos no Brasil e está sendo reeditada pela editora Nova Didática.

A década de 60 marcou a recuperação do mercado de heróis: Editoras lançaram heróis com características mais humanas e filosóficas, com dramas psicológicos e problemas cotidianos.

Surgiram nessa época personagens como o Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico, o Thor – o Deus do Trovão e o Surfista Prateado. Todos foram criados pela editora Marvel, concebidos pelas mentes dos mestres Stan Lee e Jack Kirby.

Com o mercado de heróis em alta novamente, os quadrinhos ganharam nova explosão de criação. As outras categorias vinham no embalo.

 

 

 

Fonte: www.legal.adv.br/zine/hq/hq01a.htm

 

25/05: Celebração de Corpus Christi

Corpus Christi significa Corpo de Cristo.

É uma festa religiosa da Igreja Católica que tem por objetivo celebrar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. A festa de Corpus Christi acontece sempre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.

Em muitas cidades portuguesas e brasileiras, é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas “cidades históricas”, que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.

Nesse dia ornamentamos a sala e os corredores da escola para receber a visita do Santíssimo, e aqui estão os registros fotográficos da 1º série C.

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