Anos 60

Liberdade e atitude

calças-femininas-calça-cigarrete5   O que é moda para você? Não vou negar que fui pesquisar uma definição para moda, mas depois de muitas pesquisas cheguei à conclusão que não é nada mais que; conjuntos de opiniões, gostos, modo de agir, viver e se sentir bem.
Época de revolução, não uma revolução história ou geográfica, uma revolução social, onde nós, mulheres, tornamos-nos mais decididas, determinadas e até mais atrevidas! Tivemos liberdade de trocar uma saia longa e comportada por uma calça cigarette. Sem sombras de dúvidas, o auge da época foi as mini-saias criada por Mary Quant que dizia “Não fui eu que inventei e sim a rua inventou”.
Grande curiosidade:os vestidos de casamento. Vestido longo? Ultrapassado! As mulheres começaram a se sentir confiante consigo mesma e apostaram nos vestidos curtos e sem muito detalhes ou rendas, deixando mais simples e ao mesmo tempo sutis.

Texto de Caroline Macêdo – 8ª série A

De Volta às Origens

Sem título-10O Colégio Nossa Senhora de Fátima, dirigido pelas Irmãs Sacramentinas, foi fundado na cidade de Vitória da Conquista, em 10 de maio de 1956, mas foi apenas em 1964 que o projeto de construção do Colégio se intensificou. Nesse ano, já estavam decididos quais materiais seriam utilizados, as plantas baixas, o processo de execução, a discussão da obra e os cálculos estruturais. Os responsáveis por colocar o projeto em ação foram: Expedito Leite Batista (cálculo estrutural), Edgar Galeno Brandes (projeto arquitetônico) e Fr. Virgínio (construtor).

Um ano depois, em 1965, iniciou-se a construção do prédio, e no ano de 1966 a alvenaria de concreto no pavimento superior do colégio estava pronta. Em 1968 iniciou-se o processo de acabamento (com o piso, o reboco, a cobertura, o muro e as grades). E o Estado assumiu o pagamento dos professores. Após a conclusão da construção, em 9 de março de 1969, deu-se início ao ano letivo. Em outubro do mesmo ano, para comemorar o dia dos professores, o diretor e os professores do ginásio de outros estabelecimentos reuniram-se no prédio para um momento de confraternização.

O lugar no qual foi construído o Colégio costumava ser uma fazenda. Parte do terreno que foi usado na construção, foi doado por Jorge Teixeira, e o restante comprado pelas Irmãs. A primeira preocupação que tiveram foi arranjar um lugar para Jesus, a capela. No início apenas meninas estudavam no Colégio, com o uniforme de saia azul e blusa branca e só as Irmãs davam aulas.

 O prêmio Prime, que o Colégio recebeu esse ano é um reconhecimento da sociedade conquistense pelo trabalho das Irmãs, que desde que chegaram aqui foram bem acolhidas. Antes era comum que as alunas declarassem poesias, fizessem teatro e participasSem título-12sem de feiras de Arte. Atualmente as Irmãs procuram preservar hábitos, como comemorações religiosas e momentos cívicos. A frase a seguir “É tão triste um colégio sem luz” abrange um significado maior: esse colégio para ter o mesmo “brilho” precisa da vida, dos alunos, dos sorrisos, do conhecimento, dos valores.

Fonte: Entrevista com a Irmã Cristina- registro dos diários das primeiras Irmãs; Dados Históricos recolhidos de livros correspondentes; Sites diversos da Congregação.

ANOS 60: ANOS DE LIBERDADE

paz-amor-e-felicidade   Na década de 60, os brasileiros presenciaram a inauguração de Brasília, a renuncia do governo de Jânio Quadros, a volta do presidencialismo e o golpe militar em 1964 que destituiu João Goulart do Cargo.

   Na política mundial diferentes países ocidentais despontaram o poder à esquerda. Surgiram, também, movimentos comportamentais em todo o mundo como os hippies, através de protestos contrários à Guerra Fria e à à Guerra do Vietnan e e o racionalismo.

   “All my loving I will sent to you

   All my loving, darling I’ll be true”

   Foi ao som dos Beatles, um ícone musical da época, que viveram os adolescentes dos anos 60, que mostraram seu lado de rebeldia ingênua num prenúncio da liberdade.      As mocinhas comportadas que vieram da década de 50 usando saias rodadas da Dior, deixaram de lado esse look e atacaram as calças cigarretes e minissaias. Surgiram a figura dos “badboys”que usavam seus topetes impecáveis, arrumados em jaquetas de couro, montados em motos ou lambretas.

   O unissex tomou força com os jeans e a camisa sem gola, e o smoking que inicialmente as mulheres usaram ousadamente, criado por Yves Saint.

  Nesse cenário, a transformação da moda foi radical, se deu pelo fim da moda única. Surgiram varias propostas de como se vestir, ligando-se cada vez mais ao comportamento dos jovens. A moda agora, é não seguir moda.

   As marcas de grande repercussão, seja de roupas, eletrônicos, alimentos, foram desenvolvidos produtos especificamente para os jovens, já que foram o público alvo e de mais destaque da época.

   Essa década foi marcada pelo grande sucesso musical do rock, The Rolling Stones, The Who, The Kinds foram bandas de destaque.

  Não podemos esquecer da Jovem Guarda que foi um movimento cultural o qual mesclava música, comportamento e moda. Com a influência do Rock pondo a música brasileira em sintonia com o fenômeno internacional do rock da época, catalisado especialmente pelos Beatles.

  O nosso querido Roberto Carlos destacou-se no movimento da jovem guarda, até os dias de hoje faz sucesso, o nosso Rei. Que na sua música de sucesso da época, trouxe uma visão dos garotos rebeldes.

   “ Botinha sem meia

   E só na areia eu sei trabalhar

   Cabelo na testa, sou o dono da festa

   Pertenço aos dez mais”

   E é com alguns dessas informações, que nós da 8ª série A, com o projeto “Assim caminha a humanidade” apresentaremos a vocês a década de 60, será uma fascinante viagem na história, embarque conosco nessa aventura de várias descobertas e surpresas!

*****

 Louise Conti L. Santos – 8ª série A